Solo Efectivo





O segundo dia em Bogotá terminou por ser surpreendente e até emocionante. Eu já havia ouvido de brasileiros, em vídeos na internet, que as pequenas lojas, padarias e alguns restaurantes da cidade, sobretudo de bairros, costumam aceitar apenas dinheiro em espécie. Mas, exausto da viagem, no dia anterior não saquei nada no aeroporto. Acordei, portanto, com fome e saí pelas ruas em busca de um café da manhã. Bati em portas, entrei em balcões, mas em todos os lugares a resposta era a mesma: “solo efectivo”.

A fome apertava e, sem saída, caminhei até um shopping. Ali saquei meus primeiros pesos colombianos, tomei um café revigorante e ainda aproveitei para fazer algumas compras no supermercado. Voltei ao loft com as sacolas nas mãos e uma sensação de alívio, organizei rapidamente minhas coisas e logo precisei sair de novo: tinha um almoço marcado com o professor Benjamín Barón Valandia, da UNIMINUTO.

Cheguei pontualmente. O encontro foi mais que agradável: sentamos à mesa eu, o professor, dois colegas e duas estudantes. Entre pratos e sorrisos, falamos de muitas coisas — dos desafios das revistas acadêmicas e de uma ideia que me acompanha já há algum tempo: abrir espaço para que estudantes e professores da educação básica publiquem seus textos. Um pensamento que, quanto mais compartilho, mais ganha força dentro de mim.

Depois do almoço, segui para uma reunião online com colegas da Univasf. O dia terminou com o próprio professor Benjamín me guiando por um pequeno tour na universidade. Caminhar por aqueles corredores foi como abrir uma janela para novas possibilidades, como se Bogotá, além de me receber, já começasse a me transformar.

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