Outro dia saí para renovar os mantimentos no mercado. O cansaço ainda me acompanha. Não sei ao certo se é resultado de alguma inflamação na garganta, talvez causada pelo frio — não sei bem por que associei a isso — ou se é apenas reflexo da intensidade das atividades desses dias, somada à ausência da minha rotina habitual de exercícios físicos.
No mercado, aproveitei para observar melhor o valor do peso colombiano (COP) e ter uma noção mais concreta do custo de vida por aqui. Um café, por exemplo, custa em torno de 3.000 a 4.000 pesos (cerca de 4 a 5,50 reais), enquanto um quilo de frutas tropicais — como mamões, tão abundantes — varia entre 5.000 e 10.000 pesos. Já o transporte público se mantém acessível: uma corrida curta de ônibus urbano sai por cerca de 2.500 pesos.
Essas pequenas comparações me fazem refletir sobre como cada moeda carrega um modo de vida. Comprar pão, frutas ou café aqui não é apenas um gesto cotidiano: é também uma forma de me aproximar da cultura local e de perceber, nas sutilezas do dia a dia, como se organiza a vida neste país.
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