Uma das atividades desenvolvidas nesta missão foi estabelecer um contraste entre duas revistas acadêmicas: Práxis Pedagógica (UNIMINUTO – Colômbia) e REVASF (UNIVASF – Brasil). A partir dessa comparação, busquei identificar dificuldades, mas também reconhecer potencialidades em cada uma delas.
Entre as várias virtudes da Práxis Pedagógica, algo me chamou especialmente a atenção: a estratégia que seus editores denominam marketing científico. Trata-se, basicamente, das ações pensadas para dar visibilidade e alcance às produções publicadas — mas aqui com um diferencial notável.
Os colegas colombianos têm desenvolvido um trabalho admirável, que confere ao termo “marketing” um sentido ético e inclusivo. A proposta não se resume à busca por métricas ou números de acesso; trata-se de um esforço consciente para ampliar o público leitor, fazer circular o conhecimento e garantir que a informação chegue a quem realmente precisa dela.
Em outras palavras, o marketing científico, quando entendido em sua dimensão social, torna-se uma prática de democratização do saber. É uma visibilidade que não se rende ao produtivismo, mas que reafirma a relevância das revistas enquanto espaços vivos de encontro, diálogo e transformação.
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